Aprenda a investir em Fundos - Cuidados ao comparar a rentabilidade de fundos
Qualquer comparação de rentabilidade deve levar em conta alguns procedimentos preliminares, tais como:
- Política de investimento: só tem sentido comparar fundos que tenham a mesma política de investimento, isto é, que assumam riscos semelhantes. Como as categorias de fundos não são definidas rigidamente, isto dá margem a muita confusão.
- Taxa de administração: quanto mais conservadora a estratégia de investimento do fundo, maior o impacto da taxa de administração na rentabilidade.
- Mark-to-market: fundos que não precificam corretamente seus ativos podem estar fechados a novas captações. E esta é uma forma usual de aparecer bem nos diversos rankings publicados pela imprensa.
- Valor inicial para novos investimentos e resgates.
- Risco de crédito: alguns fundos compram papéis de segunda ou terceira linha como forma de alavancar seus ganhos. A política da HSBC Investments tem sido bastante conservadora neste aspecto, mantendo em nossas carteiras papéis privados que possuam classificação de “Investment grade” analisada por agências de ratings e papéis de emissão do BC ou do Tesouro Nacional.
- Patrimônio do fundo: fundos pequenos são propícios à manipulação de rentabilidade, ainda que isto seja expressamente proibido pelos órgãos reguladores.
- Garantia de rentabilidade: garantir rentabilidade é expressamente proibido pelo Banco Central (portanto, trata-se de um ato juridicamente nulo).
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Os fundos chamados "DI" não são 100% protegidos contra elevações nas taxas de juros (alguns têm a denominação "DI" apenas porque podem fazer uso do mercado futuro de juros). Isto dificulta as comparações, uma vez que fundos não “hedgeados” assumem riscos maiores que fundos exclusivamente “DI”.
Para Fundos DI, a taxa de administração explica a quase totalidade da diferença de performance. Diferenças de 1% na taxa de administração anual podem representar muitas posições no ranking.
Alguns fundos ainda correm risco de crédito, ou seja, compram papéis de emissores de pior qualidade.
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Como estes fundos são bastante diferenciados, a comparação nesta categoria é mais difícil que nos Fundos DI. São classificados desta forma tanto fundos com prazo médio de dois ou três dias, como fundos com prazo médio de meses. Note que simplesmente não faz sentido identificar o percentual da carteira em que o fundo pode estar com papéis pré-fixados (isto não dá nenhuma informação sobre o risco efetivamente incorrido).
Atualmente todos os administradores de recursos de terceiros possuem seu sistema de MTM rigorosamente controlados pela CVM e ANBID.
Da mesma forma que nos Fundos DI, é preciso estar atento aos riscos de crédito.
O impacto da taxa de administração não é tão forte como nos Fundos DI, mas ainda assim tem grande influência.
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Da mesma forma que os Fundos DI, há Fundos “Cambiais” que não estão sempre protegidos 100% contra uma desvalorização cambial. São fundos ativos, nos quais o administrador só faz o “hedge” quando, a seu juízo, a probabilidade de uma desvalorização é maior. Fundos assim tendem a apresentar maior rentabilidade.
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Como sugere o nome, neste caso vale tudo. O investidor não especializado tem muita dificuldade em entender o risco que cada um destes fundos carrega. Comparar apenas a rentabilidade, no entanto, é enganoso.
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Fundos de Ações são mais fáceis de comparar do que FIs. Ainda assim, é preciso levar em conta:
I) se são fundos ativos (que objetivam superar algum índice de mercado) ou passivos (que buscam maximizar a aderência a um determinado índice);
II) se podem ser alavancados mediante o uso de derivativos ou não;
III) o universo no qual o fundo escolhe as ações a serem compradas (fundos setoriais não podem ser comparados com fundos de segunda linha, por exemplo).
As taxas de administração têm influência relativamente pequena na performance de um Fundo de Ações.
Todas as ações da carteira de um fundo são valorizadas pelo preço médio do dia – e não pela cotação de fechamento. Esta é a forma mais justa de proteger os interesses do investidor. Muitos investidores ainda não sabem disto (apesar de não ser nenhuma novidade) e questionam a performance dos fundos nos dias em que a bolsa, medida pelo fechamento do Ibovespa, sobe bastante.
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Para comparar fundos desta natureza, é preciso levar em consideração o percentual da carteira que pode estar exposto à bolsa de valores.
Alguns Multiportfólios também fazem uso de derivativos.
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